A cada quatro anos um país serve como sede aos Jogos Olímpicos e, como todos sabemos, esse ano será a vez do Brasil receber os jogos. Como é tradição, a tocha olímpica circula por todo o país sede, atingindo o maior número de lugares possíveis de norte a sul.

E falando em Sul…

No Rio Grande do Sul a cidade de Rio Grande foi uma das escolhidas para receber a chama olímpica que, além de circular por diversas ruas também foi até os Molhes da Barra. Nesse espaço tão simbólico para a cidade, agora, se junta um pouco mais de história.

Local reconhecido pela sua avançada engenharia oceânica, os Molhes trouxeram a segurança para chegada e partida de navios desde sua construção, no início do século XX. Logo que as obras acabaram, um dos meios de transportes para as pedras passou a ser utilizado para a atividade turística, o vagonete.

O que antes carregava pedras ao longo mais de quatro quilômetros virou motivo de lazer, levando turistas até o fim desse trajeto através do serviço do vagoneteiro, função que se transformou numa categoria de trabalho em Rio Grande – que realiza uma atividade tradicional e reconhecida como patrimônio histórico e cultural no ano de 2014.

Luciano Souza da Silveira é vagoneteiro desde os dez anos, quando ajudava o seu pai nesse ofício. E se estamos falando no Luciano, é porque foi ele o responsável por carregar a chama olímpica nos Molhes da Barra, tendo uma experiência histórica não só para si, mas também para toda sua categoria de trabalho que foi reconhecida internacionalmente.

Vale ressaltar que Luciano participa da Comissão dos Vagoneteiros, e desde o princípio está envolvido com o ordenamento que, mediado pelo ProEA, foi promovido pela parceria entre os próprios vagoneteiros, a Superintendência do Porto do Rio Grande e o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA). Por isso, é uma honra para todos nós poder compartilhar esse momento, assistir e perceber a emoção desse grupo de trabalhadores num dia como esse em suas vidas.

Junto com ele outros colegas estavam também presentes nesse momento, os vagoneteiros Odair Xavier Rodrigues, Natael da Rocha Assumpção e Antonio Loureiro de Sá.

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